"Não tive filhos, não transmiti a nenhuma criatura o legado da nossa miséria"


   Cy's Back

É isso, gente! Estou de volta, depois de longos meses sem internet!! Sei que algumas pessoas sentiram minha falta e tenham certeza de que também senti a de muitas pessoas desse mundo blogueiro *_*
Endereço novo, nome novo, nick novo, casa nova, escola nova. Mudei muito, mas é certo dizer que continuo a mesma Cy de sempre. Ao menos em essência. Vamos ao post (que saudades disso):

                                                              

"Não há excesso de liberdade se aqueles que são livres são responsáveis. O problema é liberdade sem responsabilidade." - Milton Friedman.

 Há algumas semanas li esta frase e percebi que estava redondamente enganada quanto ao que dizia sobre a liberdade, que hoje em dia tem-se excesso de liberdade. Algumas vezes não é difícil assumir que erramos, este é um dos casos. Tendo visto tudo que já vi, experimentado todas as misérias que experimentei... sempre pensei que a liberdade é uma desgraça à qual as pessoas buscaram. Ledo engano. O que acontece é que as pessoas não conseguem usar a liberdade com sabedoria. Eu não sei usar minha liberdade de modo algum, ou estaria vivendo uma vida bem diferente, longe daqui, acreditem. Apenas queria compartilhar essa frase com vocês; é uma frase muito bem pensada. Muito correta. 
Voltei a estudar! Supletivo, claro. Fiz o primeiro ano, semestre passado, agora estou fazendo o segundo e pretendo terminar o terceiro este ano. Ah, estou é torcendo pra que o ano acabe logo! Já adiei tanto, tudo. Minha vida. Tá sendo um porre estudar, eu até gosto dos professores, da escola, dos colegas que fiz. Mas... ficar estudando o tempo todo é um sacooo! Agora mesmo, tenho que responder três cartas e não encontro tempo. O blog, eu fui fazendo pouquinho por pouquinho, até ficar como vocês estão vendo. O mais entediante é ter que estudar coisas que não gosto e que penso, não usarei na minha vida: física, química, matemática, sociologia (odeio), geografia. Sempre me frustrei por ter que estudar este tipo de matéria nada a ver com o que gosto e pretendo fazer. Mas vou arrastando até o fim do ano; pensar que é o último dedicado a tanta porcaria me consola!
Pela primeira vez na vida me senti como todo mundo da minha idade. Tá que geralmente as pessoas ficam nessa aflição com 17/18, mas não estou tão longe, já que acabei de fazer 19: o que fazer? Que faculdade tentar, que profissão seguir? Surgiram muitas idéias, mas todas me deixavam em dúvida. "É realmente isso? E se você odiar, se for infeliz a vida toda com uma carreira detestável, por escolha própria?". Martelei muito. Deixei de dormir pensando nas opções, perdi a fome, considerei. Mas agora decidi: quero fazer fotografia (graduação e pós), depois audiovisual e paralelamente a isso tudo, design, talvez web desing. O que torna este desejo diferente do desejo de fazer magistério ou letras, é que a decisão não me deixou nada insegura. Na verdade, nem sabia que tinha faculdade de fotografia e quando pesquisei, descobri que muitas universidades em SP oferecem o curso. Dura 2 anos a graduação e mais 2 a pós. Pesquisei várias das universidades (Belas Artes, Anhembi Murumbi, PUC, Estácio, Unip). Duas me interessaram muito, pela grade curricular: UNIP e Anhembi Murumbi. A Unip foi a primeira que olhei e me encantou, a Anhembi tem um portifólio magnifico que quase me fez chorar, mas não achei tão sedutora, a grade. A Belas Artes, percebi que só tem nome e preço: 1000 e poucos por mês. Acabei escolhendo a UNIP, porque achei-a tremendamente boa (espero estar certa). A mensalidade não é tão assustadora, 400 e poucos por mês. Ok, não tenho nem 1 real por mês, quem dirá quase 500. Mas VOU dar um jeito. Não vou desistir desta vez, prometi a mim mesma. Me encontrei na fotografia, no visual. Não o que as pessoas acham bonito, mas o que eu acho que é! As pessoas exigem de mim o tradicional: carreira que dê dinheiro. Inicialmente, a profissão de professora muito me agradou, mas... depois reparei bem. Conheço tantos professores em depressão, por culpa de aluno, descaso do estado... Trabalha-se muito, ganha-se pouco e ainda não se é reconhecido! Acho que ser professor hoje em dia, não é o mesmo que era há anos atrás. Hoje em dia o desprezo por parte dos alunos é muito grande. O desrespeito. Sou artista, não tenho dúvidas. Seria profundamente infeliz seguindo uma rotina mediocre de: acordar cedo, dar aula, dormir tarde, receber pouco, pagar dívidas... Meu irmão disse: "ah, mas tem final de semana". Sabe o que professor faz final de semana? Corrige provas e trabalhos. Decide a matéria a ser dada. Para "viver" da maneira mais confortável possivel, professor se mata, dando trocentas aulas por dia. Sai de uma sala, entra em outra. Das 7h da manhã às 23h da noite. Ah, posso até trabalhar muito, mas que seja fazendo algo legal, algo que me traga algum prazer. Vejo os professores tão desmotivados.
Daí decidi por fotografia. Porque quero fazer algo grande, não me conformo com os padrões, morrer sem ter vivido, não ser lembrada por ter feito algo significativo. Eu quero tocar as pessoas. Com a arte. Não vou me limitar à arte escrita, quero conseguir todo tipo de público. As pessoas não gostam e nem têm tempo de ler, o que as atinge é o visual. O que as marca. E, sendo sincera, o que é visual também me marca. Gosto de coisa bonita. O céu tem muita influência na minha decisão de carreira. Pensei como seria legal fotografar o céu. Mas não por fotografar. É que sempre vi no céu uma grande inspiração e de repente vi que não o conhecia! Não de verdade, eu não estava o vendo com o coração. Quando o vi de verdade, percebi que a Lua e o Sol estão lá, no mesmo horário, no mesmo espaço. Como escrevi na minha carta para a Lílian, o amor deles não é impossível! De um lado o céu está de um jeito, do outro lado é completamente diferente! É uma visão deslumbrante, me comove. Quantas vezes, indo para a escola, eu saia de casa olhando o céu, que de um lado estava lindo, o sol se pondo, as nuvens todas grandes, pomposas, coloridas, e do outro lado havia apenas o branco-e-azul habitual; e então eu pensava: "se eu seguisse os caminhos do meu coração,  iria em direção ao sol se pondo, mesmo contrariando o caminho que preciso seguir!", sem entender o que isto de fato significava. Agora é claro. Vou seguir os caminhos do meu coração, que me diz para continuar minha arte, mesmo que isso não me dê dinheiro. Não quero dinheiro. Sinceramente, gente, dinheiro é só um maldito pedaço de papel. Claro que nos traz aquilo que queremos. Agora mesmo eu queria livros, mas não posso comprar. Mas é tão... *pensando na palavra certa*... "pequeno". A vida é pequena, quando se luta apenas para ter dinheiro, poder. Já pensei que isso me satisfaria. NÃO, eu estava enganada. O que me satisfará é fazer o que eu gosto, isso é viver. A vida é minha; cada pessoa pertence apenas à sí mesma, mas nós deixamos que as pessoas nos digam como devemos viver! Deve ser muito triste chegar aos 90 anos e perceber que embora você tenha idade avançada, não viveu de verdade. Mais triste do que morrer aos 20, tendo vivido de verdade, fazendo aquilo que dava prazer, sem machucar nem a você mesmo e nem ao próximo. E quer saber? Isso é a real liberdade. Tudo que eu tenho buscado é ser livre. No dia que eu conseguir a coragem para fazer o que julgo que me trará felicidade e me deixará livre, então eu serei realmente completa. Agora, "ouçam" a loucura: o que me tornaria mais livre neste momento, seria raspar a cabeça. É, maluquice. Uma coisa muito intimista, que surgiu sei lá da onde. Mas todos ficam dizendo pra eu não fazer isso. Quero fazer tatuagem, fugir de casa (e, diabos, eu tenho 19 anos! Não devo mais nada a ninguém), mesmo assim me preocupo com o que vão pensar se eu tomar certas atitudes. Com essa coisa de sociologia passar a ser obrigatório, mesmo no supletivo, tenho estudado esta grande merda. Todos os padrões imagináveis, reunidos em uma só matéria. Não consigo entender COMO as pessoas se contentam com tão POUCO. Porque eu não me contento. Lembram de um dos últimos nomes que usei no blog, antes de ter que me ausentar? "A Hole in my Soul". É exatamente isso. Um enorme, vazio e escuro buraco em minha alma. Mesmo com todos os progressos, que calculo que consegui nos últimos anos, ainda está lá. O maldito buraco. Amo e não luto pelo amor, porque sou infeliz. Quero, mas não faço, nem busco, porque sou covarde. Ah, estou impregnada com todos os hábitos dos ditos "normais". Não espero ser normal ou diferente, espero ser eu mesma. Quem deseja ser diferente, sempre acaba sendo igual, por isso não quero ser diferente. Quero apenas ser eu mesma. Cíntia Cristina de Oliveira Lira, com todas minhas manias, maluquices, sonhos, desejos, amores... e até um pouquinho de dor.  Não desejo me livrar completamente da minha dor, porque tudo se tornaria superficial demais. É preciso também alguma dor, para ser feliz. Ou para valorizar a felicidade.
Para quem não entendeu minha ausência, ou se sentiu ofendido por ela, peço desculpas e me explico: Mais ou menos no fim de 2007, a situação em casa ficou MUITO ruim, financeiramente falando. Meu pai levou um calote de aproximadamente 100 mil reais, da CDHU (Serra filho da puta >.<). Ele vendia material de construção para eles. Desde então, a casa caiu. As dividas se acumularam, as lojas do meu pai não estavam rendendo, nem ele tinha paciência alguma para tudo aquilo. Teve que dar carro, chácara, loja, tudo, por alguns miseros reais, para sustentar a casa. Enfim, começamos a sentir os efeitos em 2008, e como eu previa, minha net foi cortada. Depois, meu pai falou com o meu tio, para que ele comprasse uma casa, porque os cobradores não paravam de aborrecer minha vó. Meu tio comprou a casa, que é a que estou agora. Venderam a outra pro meu outro tio. Enfim, sai de Guaianases e agora estou em São Miguel, ambos zona leste de SP. Continuei sem NET todos estes meses. Meu tio fez meu irmão e eu voltarmos a estudar e está pagando o colégio. Assim como está sustentando todos nós, porque meu pai ainda não se ergueu.
Depois de muito aborrecimento pro meu lado, meu pai me fez assinar alguns papéis (e ainda estou tendo que assinar), no qual abri uma firma, conta em banco, assumi dívidas e tudo mais. Tudo porque não tenho saco pra gente chata e ele estava jogando a situação que estamos nas minhas costas, dizendo que se eu abrisse a tal firma, tudo se resolveria. Assinei. Ele comprou um modem recentemente, e quando ele vem pra casa, eu uso. Ele vem segunda, terça e quinta, que são os dias que uso, mas depois da escola. Daí, rapidamente voltei com o blog. Coloquei tijolinho por tijolinho "no ar" e só agora tô podendo postar. Não será como antes, quando eu mudava de lay com frequência e postava com mais frequência ainda. Agora tenho a escola e pouco tempo pra net. Quarta feira começa a bateria de provas que a diretoria da escola promove a cada bimestre. É uma semana inteira de provas. Por isso, estou escrevendo este post hoje, dia 5 de abril. O único esforço vai ser "colar" o texto no blog e públicar ^^ Espero que tenham gostado do visual daqui.
Nesse meio tempo eu: me apaixonei e estraguei todas minhas chances com a pessoa. Disso, é melhor não falar. Até porque, vocês provavelmente conhecem a pessoa. O que digo, é que tudo foi terrivelmente chato. Minha insegurança mais uma vez me ferrou. Meu ciúme. Pra terem noção, senti ciúme até do Marilyn Manson e do vocalista do Avenged Sevenfold ^^' Mas isso é algo comum, em se tratando de mim, huh? Ela provavelmente vai ler este post, o que posso dizer é que ainda a (te) amo, apesar de isto não ser a coisa certa a se fazer.
Fiz 19 anos \o/ Nada de extraordinário, mas mereceu esta notinha aqui ^^
E uma coisa realmente legal: um conto meu vai ser publicado!!! *_____* Pela Andross, em julho. É uma antologia sobre o fim do mundo, chamada Dias Contados (procurem a comunidade no orkut, e quem tiver algum conto com este tema, ainda está em tempo de mandar pra avaliação). Entre 50 autores, estarei eu *_* O evento é em Julho, quem for de SP e quiser ir, saiba que está mais do que convidado. Os convites chegam 3 semanas antes do evento, dai quem quiser ir, só me dizer que eu mando o convite por e-mail (apesar, que com certeza vou deixar ele no blog pra todo mundo ver). A avaliação foi muito difícil. Tive que refazer o texto umas mil vezes, deu um super trabalho e uma super dor de cabeça, mas consegui! Estou satisfeita comigo mesma.
Outra coisa legal à beça, é que no dia 20 de janeiro, conheci pessoalmente a Lílian, a fofa e querida dona do Anseios Secretos (blog que amo). Foi aniversário dela e fomos ao Masp, museu de SP. Foi very nice. Mas, claro, paguei mico, pra fechar o encontro com chave de ouro huahau. Fomos ao parque, depois do museu, e como tinha chovido, o chão estava molhado. All star é uma beleza pra escorregar, quem usa sabe. Eu já sou moleeee, imagina de all star, em piso escorregadio! Cai de bunda. Não, isso não foi o pior! O pior, é que quando percebi que ia cair, o impulso foi o de segurar em alguma coisa, e como quem estava mais perto era o vestido da Lílian, foi ele mesmo hauhauhaua aff >.< Imagina se rasga! Fiquei (e estou ainda) super envergonhada =P Sou ou não a rainha do MICO?
Falando do Museu, foi uma coisa constante nas minhas férias. Fui lá três vezes. Tava tendo uma exposição super maneira, japonesa. A exposição já era, mas recomendo muito o MASP, ele é muito bem organizado e tem obras belíssimas.
Pra quem leu tudo, dedico este post de regresso e mando um enorme beijo! Amo vocês, minhas caras almas *_*

Beijinhos!



- Listen to the Rain - Evanescence, Bleeding Heart - Angra, Cold Water - Damien Rice and Lisa Hannigan, Broken Bones - Aqualung, Back to Black - Amy Winehouse















































About a Creepy Girl

Nick: Freak on a Leash.
Idade: Dezenove anos de pura apatia. ¬¬
Amo: Dinheiro, Batman, Angel/Angelus/Liam, Sandman, Renato Manfredini Junior, Kurt Donald Cobain, Neil Gaiman, Fernando Pessoa, Cecilia Meirelles, Vincius de Moraes, Tom Jobim, Mário de Andrade, Anita Malfatti, Jack Bauer, Cordy, Rubi, meus óculos que me proporcionam uma visão um trilhão de vezes melhor [^^], água, música (rock clássico, rock alternativo, MPB de qualidade, erudita, ópera, POP romântico e metal progressivo), filmes [principalmente os antigos], leitura (Incluindo histórias em quadrinho), escrever, seriados (principalmente os americanos) e mini-séries (principalmente as de época), Cartoon/anime, coisas alternativas, morcegos, chuva, frio, natureza, liberdade, pássaros cantando, lírios, sol morno, céu estrelado, céu colorido, a lua, meus animais (a galinha Stella, o galo Zezé, a galinha Zilu e seus pintinhos: Otelo, Amy, Lilico e os outros ainda sem nome ^^'), minhas árvores, silêncio, solidão, paz, cheiro de leite puro e quente, cheiro de terra molhada (!!), fazer bolinhas de sabão, computador e internet, arte/cultura no sentido pleno da palavra, limpeza, organização, all star, história, mitologia grega, anos 20 e 30, anos 60 e 70, tradição, museus, bibliotecas e livrarias, o centro de São Paulo [visto pelo lado mais arquitetônico e histórico], lápis de cor da faber castell, blogs [mas só os originais ^^], fuscas, violão, piano, gente discreta, São Paulo Futebol Clube, bichos de pelúcia, carrinhos de brinquedo, natação, novela mexicana (nem todas), criar!, inocência, vilão de novela, corrigir o português alheio, gente inteligente e com um bom papo, Natal, montar árvore de natal, fotografar, fazer coisas artesanais, bebês, encontrar alguém que goste das mesmas coisas que eu, bancar a inteligente e culta, meu senso de humor cínico que pouca gente entende, meu lado artístico, meu jeito chato e rabugento (ser chato é uma arte, afinal), minha sensibilidade em determinados assuntos, minha cultura (inútil), meu lado filosófico, chocolate, pizza, miojo, hot-dog. Alguns Poucos amigos.
Odeio: Quase tudo e todos que não está no "amo" do perfil completo!

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Criado em: 11/03/2007
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Voltou em: 17/03/2009


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